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Eu ganho pouco, mas me divirto

Gente, hoje eu não tenho que ir pro escritório. Mas tenho que dar o maior couro da minha vida pra entregar dois projetos esse fim de semana. Entretanto, é CLARO que abriu o maior sol e Praga está resplandescente sob ele.

Eu já acordei meio resmungando… porque ontem fui beber com os coleguinhas (e comi uma entrada, tomei duas cervejas grandes – 400ml e duas pequenas – e paguei 15 reau! ), mas cheguei no hotel, não tirei a maquiagem e dormi. Acordei que nem um guaxinim (foi o rímel), resmunguei algo, entrei no chuveiro, saí, percebi que tinha deixado o meu mouse na empresa, tomei café correndo, liguei na empresa, saí, peguei o metrô, voltei, coloquei crédito no celular, (que aliás é 00420608374650, se alguém quiser ligar)… e cheguei de novo pra trabalhar…

 

Estou eu aqui cronometrando o tempo levado nos relatórios, quando chega um email do João – Assunto: A gente tá com saudade.

Quando eu abro o email, encontro isso… (detalhe da cara do Pepê) –uhauhauhauhauhuahua!!!!

Belezinhas… também estou com saudades.

Tira esse olho gordo daqui…

Bem, hoje é meu quarto dia aqui e já veio outra zica… eu tenho tido muita coisa pra fazer (além de andar quase uma hora pra chegar no escritório), então tenho dormido pouco. Três horas, três  horas e meia… e isso já vinha da semana passada.

Cheguei aqui e começou a vida. Simplesmente as pessoas quase não tem vegetais e aqui eu tenho que partir do princípio que batata não é vegetal, proque se fosse, eles SUUUPER comem vegetal.

Cara, é a carninha com o tal do pão na segunda, carninha com batata na terça, batata com whatever na quarta… nessa altura, eu já estava seca de vontade de comer uma saladinha. Aí ontem à noite eu saí do escritório e passei em um subway da vida e pedi uma salada… por cima a bicha tava bonitinha. Por baixo, era só alface pôdi. aaaargh… de lembrar me dá um écati no estômago. Joguei fora sem abrir a ilustre.

Bem, com essas e mais aquelas, eu acordei hoje de manhã com a boca estourada.  Tipo herpes de tomar sol mesmo.  De estar com a imunidade baixa. Preciso correr atrás do prejuízo.

Nesses dias eu estava almoçando em um restaurante aqui com o povo da Avaya mesmo, mas hoje fizemos um levante e resolvemos sair só nós (o povo interracial – um russo, uma japa, uma chinesa, um italiano, uma francesa, uma holandesa e os tcheco tudo ) e comer em um lugarzinho de vó aqui do lado. É tipo uma rostisseria, mas vc come lá. Uma DELÍCIA, com vovozinhas tchecas (e suas tchecas – desculpe, mas a piada está pronta), pequeno, com cheiro de comida de mãe, sanduichinhos embalados no magipack prontos pra consumo…. vou super tirar umas fotos outro dia.

Cheguei lá seca e pedi uma salada e uma sopa. O povo olhou pra mim e disse que eu sou super saudável – PFHAUAHAHUHUAHUA!!! Na verdade, eles falaram isso porque no lugar só tinha comida quente FRITA. E EMPANADA… Só faltava ser enrolada no bacon. E eutava até arrepiada de olhar.

Bem, comi a minha salada feliz da vida… salada grega, com feta de verdade… hmmmm… e depois tinha a sopa. Eu perguntei pros meus coleguinhas tchecos de que era a bendita e eles apontaram pra barriga. Eu achei melhor não e perguntei de que mais tinha e a senhorinha disse que era aquela ou aquela mesmo. E eu aceitei…

Quando fui tomar a sopa, dois problemas. Como eu estava esganada por salada e tinha queijo feta (que é naturalmente salgado), quando eu tomei a sopa, tinha gosto de papelão molhado. Segundo… quando enfiei a colher mais fundo e a levantei, tinha um delicioso pedaço de BUCHO!!!!! AAAAAAAAAAAAArgh! eu queria correr e gritar. Mas agradeci que tinha comido a salada e fiquei brincando com a sopa um pouquinho antes de parar de ingerir aquelas calorias do mal.

Hoje à noite vamos tomar gorozitz. Anteontem eu tomei e era beeeeem bom. Depois eu conto mais.

Não posso nem fazer bico pra mandar beijo, então tchau.

Te pego, te pico e te jogo no penico…

Gente, tenho uma boa e uma má notícia… a boa é que a minha mala chegou. A má é que ela chegou com metade do peso que saiu do Brasil.

Pois é. Alguma pessoa querida simplesmente abriu a minha mala e roubou metade do que tinha dentro dela, incluindo os presentinhos cheirosos da Natura com cara de Brasil que eu tinha trazido pras amiguinhas russas e búlgaras, duas jaquetas, uma da Adidas (a melhor jaqueta do mundo pra fazer exercício no frio) e O MEU VESTIDO PREDILETO. Aquele mesmo, amigos, preto… frente única, com recortes e cara de Helmut Lang. Sem contar que a mala foi arrombada.

O pior é que eu tenho certeza de que faltam mais coisas, mas eu só vou lembrar conforme precisar delas.

Agora toca eu fazer uma reclamação formal na Alitalia e ver a quantas anda (se é que anda).

Adeus vestido amigo. Pode deixar que eu vou mandar fazer uma réplica de vc.

Chiuf.

Que Praga!

Eu sei que fiz suspensezinho sobre o meu destino, mas aqui estou. Praga, República Tcheca.

Bem, em suma, vim a trabalho. Mas eu também vou passear. Porque eu passeio nem que seja fazendo peregrinação pra Aparecida do Norte. Passear pra mim é um estado de espírito.

Para quem não tem me visto  nos últimos tempos (sim, eu sumi, sou uma desnaturada, blablablá… pega uma senha e entra na fila), eu tenho trabalhado muito. JP tb. Estamos os dois parecendo dois guaxinins, com olheiras…

Eis que a minha vinda também foi atribulada porque teve de ser antecipada… yada, yada, yada.

Mas divago.

Vim com a Alitalia, com escala em Milão. Começou aí. Em Sao Paulo, a ilustre da Alitalia disse que não era posível imprimir o meu cartão de embarque, mas que eu FICASSE MUITO TRANQUILA, porque chegando no finger do aeroporto, teria alguém da Alitalia pra me ajudar. Você foi? Nem eles.

Cheguei no aeroporto e fui pra área de conexões, pois eu tinha só uma hora e quinze entre o vôos e isso é mais que suficiente para acabar com a sua alegria. Cheguei em Milão, a querida da italiana disse que eu não poderia passar pelas conexões, teria de passar pela imigração ali mesmo. Meu amigo da imigração olhou pra mim, sorriu e bateu o carimbo. Ufa. E aí, meus amigos, eu comecei a correr. Sim, essa pequena mastodonta colocou todo esse impacto sobre essas pequenas patinhas que mamãe me deu. E corri como uma lebre. Cheguei no check-in da Czech Airlines faltando 35 minutos pro voo e peguei o cartão de embarque. Aí corri mais ainda pra chegar no portão whatever que ficava a quilômetros de onde eu estava… Amigos, eu não fui projetada pra correr. Talvez atrás de um bracelete da Tiffany, mas fora isso, é contra a minha natureza.

Quando cheguei à sala de embarque, eu já estava suada, fedida, com o cabelo sujo, colado na cara… uma bença que Deus mandou. Aí chamaram o voo e eu entrei. Liga-se o ar condicionado… e a o meu nariz começa a coçar…

Depois de 48 espirros e a moça do meu lado quase se jogar do avião achando que era H1N1, cheguei. Mas a minha mala não. Aparentemente ela não consegue correr como eu ou o João do Pulo (porque eu não só corro).  Gente, eu tenho que trabalhar amanhã… e sem mala. Sem terno, sem meia-calça, sem sapato da Dior. Sem o MEU EU (que à propósito é 44 no quadril e é difícil de vestir).

Cheguei no hotel, que é uma graça (Best Western Hotel Pav) e saí pra procurar uma H&M ou alguém que pudesse me vender uma sainha tamanho pandeirão por módicas coroas tchecas.

E qual não foi a minha surpresa ao ver que as lojas só têm 36, 38 e 40. Achei uma [unica jacu 42. Das duas uma: ou esse lugar é cheio de gorda e elas compraram todas as saias 44, ou toda a abertura que ocorreu depois de 89 emagreceu a galera…

Bem, não achei, mas me virei. Amanhã vou meio jacu mesmo e depois me ajeito.

Aí achei um xópin. Ai, amiga, o xópin. Entrei pra  ver se nessa H&M tinha algo e nada. De repente começou a roncar o meu estômago, que lembrou que a última coisa que eu tinha comido tinha suido uma frutinha no café da manhã.

Comecei a procurar a (ARGH) praça de alimentação – outro dia eu conto sobre o quanto eu odeio praça de alimentação. Cheguei lá e tinha restaurante indiano, libanês, italiano, e um buraco com um restaurante só em tcheco, sem menu em inglês. Você tem dúvida de onde eu fui?

 

Cheguei lá e era tipo um self service mesmo, mas eles que serviam. E eu com o meu Com licença, vc fala tcheco, que deve soar como: tcheco bala nocê? pra eles… E pedi pra tiazinha escolher o que ela achava que eu devia comer. Eu faço isso de vez em quando e arvei tenho sorte, arvei não. Mas eu estava aventureira.

Eis que ela pergunta se eu quero carne e eu digo que pode ser.

E ela me serve isso.

svickova

Aparentemente o negócio se chama svickova ou algo que o valha… E tem carne com um molho à base de curry e páprica (vai gostar de páprica assim lá na tcheca da outra!), pão  (que eu achei que eram rodelas de abacaxi quando vi de longe – mirpi que só eu) e por cima, uma rodela de limão, GELÉIA DE CRANBERRY E CHANTILY. Quando eu vi, quase gorfei na comida, que já tem essa cor suspeita. Mas sentei, o cheiro era bom e eu não nego prato de comida, principalmente quando eu pago.

Olha, a carne parecia sola de sapato, o molho era só páprica… o pão era ok, com o molho ficou gostoso…. mas a geléia e o chantili combinavam! E eu que achei que já tinha comido de tudo.

Comi acho que metade da parada ( eu tinha experimentado uma sopa de cogumelo antes), tomei um chá  e saí do restaurante pronta pra correr mais 18 km. Comendo essas coisas pesadas, com certeza a hipótese da H&M era a primeira.

Amanhã tem mais.

Beijometuita.

Colocando os patins de novo…

Preparem-se para uma nova aventura começando semana que vem!

Já estou azeitando as rodinhas (cortesia de Ana Iaria).

Boi nos aires

Faz uns dois meses tive uma reunião em Buenos Aires. Eu teria de ir, JP não podia e uma amiga resolveu ir comigo. Foi uma viagem interessante, mas é engraçado como Buenos anda caída. Eu me lembro de ir pra lá e me divertir, achar as coisas lindas. Sei que quanto mais a gente conhece do mundo, mais exigente tende a ficar… mas eu também mudei muito. Já gostei muito de badalação, de superficialidade. Hoje prefiro coisas mais sólidas, mas estabelecidas. Não foi o que vi dessa vez.

Achei tudo comercial demais… coisa pra gringo ver, pouco autêntico. Ficamos em um apartamento alugado na Recoleta, bem localizado, mas tudo parecia frio. Sei lá, talvez tenha sido eu. Ou a Mariana pé frio… rs

Mas mesmo assim a gente se diverte – veja duas fotos: uma antes do espumante e outra depois.

De qualquer forma, segue aqui um roteirinho pequeno com algumas coisas que eu gosto em Buenos. Escrevi esse roteiro hoje pro meu cunhado.

Isso serve se vc for passar um dia ou dois por lá e nem de longe visa a mostrar tudo… estou falando pra quem já conhece e não quer fazer as coisas normais de turista (show de tango, Boca, Florida, Cabana Las Lilas, etc). E sim, tem muito mais lugar pra comer que outra coisa… eu viajo pra comer, dá licença?

1) Lugares pra ir:

Plaza Serrano – pra lojinhas e passeio à tarde. Tem umas lojas bacanas e mais alternativas… meio Vila Madalena.

Las Cañitas – Restaurantes e bares… vale a pena ir uma noite.

2) O que comer:

Anéis de lula – são onipresentes e uma delícia. E lá custam mais barato

Cono de dulce de leche do Mc Donalds – Sorvetinho amiiiiigo delicioso

Helado de dulce de leche – pode ser Freddo ou qualquer sorveteria italiana.

Ojo de bife – Eu gosto mais até que o bife de chorizo.

Vinho!!!! – auto-explicativo

Medias lunas – em geral todas as facturas, mas essa é duca! Croissantzinho lindo e docinho (pode ser salgado – aí são as que eles chamam  medialuna de grasa )

De comprar no supermercado: doce de leite la serenissima (o mais gostoso), mantecol – pra quem gosta de paçoca e amendoim, queijo port salut, vinho…

3) Restaurantes:

Lembrar sempre que a gorjeta vc deixa depois de pagar a conta e receber o troco. Deixa em cima da mesa. 10% é ok. Normalmente não vem incluída na conta, mas é bom verificar, porque afinal de contas, eles são argentinos.

Uma boa fonte pra pesquisa de restaurante é o Guia Oleo – www.guiaoleo.com.ar

Parrilla

La Cabrera – Cabrera 5099 http://www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=217

Parrilla argentina. O Ojo de bife é ótimo, a provoleta tb. Se conseguir, as mesas na calçada são uma delícia. Eles têm umas cumbuquinhas com coisas diferentes pra acompanhar as carnes, tipo cebolinhas no picles, tapenade de azeitonas pretas (essa é uma delicia – peça cazuelita de aceitunas negras). Tem que ir com fome, porque é muito bem servido. Cada paralelepípedo de carne…

Pizza

El palácio de la pizza – Av. Corrientes 751 – entre o obelisco e a florida (fica à direita, na frente dos teatros, se vc estiver indo do obelisco pra florida)

Pizza genial em restaurante mais velho que andar pra frente. Peçam a pizza AL MOLDE – pode ser napolitana… Eles Tb servem pizza em fatia (fatia em espanhol é porción de pizza). Experimentar uma porción de faina (uma massinha feita de farinha de grão de bico – eles adoram, mas não tem muita graça) e uma empanada de carne antes da pizza (uma delicia). O lugar é velho e lazarento, mas a pizza é incrível.

Afrodisíaco

Te Mataré Ramirez - Gorriti, 5054, Palermo Soho

A comida é ok (e eu acho que comer nunca é afrodisíaco – gosto de fazer as coisas de barriga vazia) , mas o que vale mesmo é o ambiente e o show de marionetes eróticos as 22:30 - Ir na quinta-feira.

Em Puerto Madero

Buffet

La Bisteca – Não é caro pra almoçar, mas é pra jantar. Buffet grande.

Qualidade média

Americanos

Hooters – Aquele das peitudas – esses dias fiquei lá tomando cerveja com uma amiga e é bem legal… vc fica olhando o povo passar e come anéis de lula…

No Recoleta Design Center – perto do cemitério  Hard Rock – esses dias comi lá e é gostoso e não é caro.

4) Lojinhas do brima

Falabella – coisas pra casa – a melhor está na Florida, do lado direito se vc estiver indo do hotel pra florida. Tem tb no Unicenter, mas é longe pra dedéu.

Morph – decoração – no Recoleta Design Center – aquela que tem os geizinhos de colar no vidro

5) Avenidas boas pra compras – Av. Santa Fe – tem áreas com lojas melhores e áreas com outlets

Av. Cabildo (fica no norte de BsAs) – perto da estação de metrô Juramento.

6) Shoppings Alto Palermo – classe media-alta

Abasto – classe média

Pátio Bullrich – mais caro

Unicenter – enorme e lá na casa do chapéu

Fim de conversa

Depois de Atenas voltamos pra Londres, batemos mais perna e depois voltamos ao Brasil.

Ainda vou escrever mais sobre a viagem, até porque existem coisas que só agora começam a aflorar.

Nesse meio tempo, vou contando das outras coisas que fizemos, mas realmente foi a viagem de uma vida. E como gato tem 7 vidas, a gente ainda tem mais umas 6 dessas pela frente.

Presente de grego

Saímos de Roma e fomos pra Atenas. E eu descobri por que as pessoas dizem que coisa ruim é presente de grego. Ô terrinha la-za-ren-ta.

Bem, as coisas começaram mal. A gente já não queria ir embora de Roma. Então tem a miopia de que pra superar Roma, Atenas ia ter que ser muito boa. E não foi. Chegamos no aeroporto e fui pegar o bendito táxi. Fui até a fila oficial, vi o preço com o moço, ok. Entramos em um taxi que era uma lacraia nojenta, sem ar condicionado e com um motorista azedo justo na minha frente. E eu impávida (o meu estômago não). Ficamos simplesmente mais de uma hora no trânsito para chegar ao Novotel (a gente tava cansado de biboca, perdemos o amor em mais uns euros pra ficar em um 4 estrelas). O lugar já era feio, fiquei com má impressão. A cidade é meio favela, tudo caindo aos pedaços, tudo sujo… quando chegou na porta do hotel eu estendi a quantia combinada pro taxista e ele disse que era 20 euros a mais. Eu disse que ele tinha combinado comigo e ele simplesmente disse que se eu quisesse a minha mala, era bom pagar, senão ele ia embora e levava a mala com ele. CARA, MEU SANGUE TALHOU. Eu respirei fundo vinte vezes, pensei que o cara era um infeliz e que ele precisava dar golpe em turista e eu era melhor que isso e dei os diabos dos 20 euros. (mas eu o matei em sonho depois).

Entramos no hotel e o lobby era ok, novo… subimos para o quarto e o quarto cheirava a mofo. Tipo casa de praia em Itanhaém… eca. Lógico que não tinha mais quarto. Sentei bufando e JP já tava procurando um sanduíche no minibar pra ver se eu não arraancava a cabeça dele. Resolvemos sair pra comer e eis que em 9 quarteirões que andamos, NÃO TINHA UM RESTAURANTE ABERTO ÀS 4 DA TARDE e a gente não comia nada desde o dia anterior. Nisso eu vi uma padaria e entrei voada. Pedi um sanduba com uma cara de coitado e um spanakopita (sei lá como chama) daqueles e voltamos pro hotel. Detalhe, na padoca não tinha nada pra vender pra beber. Passamos em uma vendinha na volta e compramos bebidas estranhas e iogurte grego, que foi sem dúvida uma das melhores coisas da viagem.

Amigos, várias coisas zicadas aconteceram, entre elas a camareira entrou no quarto sem bater nem avisar e pegou o João de cueca (pelo menos alguém se divertiu), a gente ficou pra fora do Parthenon faltando uma hora pra fechar porque o grego disse que só entra lá se ele quiser e aquele dia ele ia fechar mais cedo (juro!!!)  e ficamos pra fora com mais umas 50 pessoas que estavam chegando… foi uma atrás da outra.  Quem me conhece sabe que esse sorriso significa somente: sorria porque agora não tem mais jeito. Você já ficou pra fora do Parthenon.

Realmente eu gostaria de dizer que amei, mas não rolou. Pelo menos nas fotos parece bonito. Quer pra você? Pode ficar com a minha parte.

Tinha uma única rua interessante. Mas não generalize Atenas por isso porque não tem nada a ver.

Mi manca Roma!

Ai, que saudade de Roma. Eu adorei a cidade. Como diz uma amiga, a gente gosta da Itália porque é tudo meio bagunçado que nem o Brasil.

Fato é que Roma foi pra nós uma daquelas cidades de relaxar, de sair e ficar sentado, olhando a vida passar. E de viver bem. Comer bem, beber bem.

Chegamos no aeroporto e já começou a história. Todo mundo sempre me disse que italiano é grosso, que é estúpido, etc… então eu já tava meio esperando. Fui pegar o táxi pro hotel, que fica na Piazza Bologna, meio longe do centrão. Aí perguntei quanto era e o taxista disse que custava mais que o valor normal… eu já esperava. O lance é que o homem praticamente gritou comigo quando foi falar. AH, MULEQUE! Eu gritei de volta. Não ponderei. Falei no mesmo tom. E a gente se entendeu e foi todo mundo feliz pro hotel. Mais fácil do que eu imaginava. E JP com o olho arregalado, vendo eu me comunicar com os nativos… rs

Em Budapeste a gente tinha ficado em um Ibis péssemo… ah! essa esqueci de contar!

Quando a gente tava jantando um dia no Ibis mesmo (sem vontade de sair pra ser esfolado pelos budapestianos) chegaram tipo uns dois onibus de japoneses… vindos do japão mesmo. Excursão. Aí o salão estava em parte reservado pra eles. Nisso chega a japonesa nazi chefe da excursão e começa a explicar tudo: onde sentar, o que está incluído, de comida, bebida… E EU E O JOAO PAULO ENTENDENDO MUITAS COISAS, AMIGOS!!!! Foi lindo saber que depois de tanto sofrimento, a gente realmente aprendeu algo.

Mas divago.

Voltando a Roma, aqui ficamos em um Mercure gostosinho, com cara de predinho cool… incuível, como diriam os meus sobrinhos quando eram pequenos. Na nossa rua tinhas vários restaurantes – e aqui faço um outro à parte, porque existe toda uma hierarquia de restaurantes em roma, tipo a l´osteria só serve massa… outra serve massa e carne… ( eu já sisquici) e a pizzaria serve tudo. Massa, carne, pizza…

Tudo começou um dia em que à tardinha a gente resolveu ir até o bar do hotel tomar um vinho porque estava chovendo. Aí o moço traz as taças de vinho a 3 euros cada (e era o vinho recomendado pelo sommelier – tinha um festival acontecendo) e pra acompanhar ele traz dois potinhos com azeitonas, um com queijo estepe, um com queijo parmesão e um com mel. TUDO ISSO PÁ MÓ DE NÓI PETISCÁ. Eu e o JP começamos a comer, beber… felizes da vida. Quando veio a conta, só cobravam os vinhos… o resto dos piritivu eram gratuitos… AAAAAHHH a gente tomava vinhinho toda tarde. Virou a festa do vinhinho. Mas teve dia em que chegou à noite, os ogrinhos estavam com fome (o vinhinho era de almoço no fim da tarde).

Aí vem outra coisa que eu amei. O povo não come com as galinhas. Eis que tinha uma pá de restaurantinho bacana cheio de romano perto de “casa” – sei que é quarto de hotel, mas eu tô pagando, não tô pedindo nem roubando, então pra mim é casa e fim de conversa – e a gente se esbaldou. Todo dia a gente comia em algum lugar diferente. E era uma festa. Primeiro prato, segundo prato, água, vinho, sobremesa, gorozinho, cafezinho, biscotti… ah… que saudade. Tudo por 30-40 módicos euros. E nessa altura a memória da fome passada no japão a 40 doleta todo dia ainda estava vívida nas nossas mentes, então a gente ficou muito feliz de comer e beber que nem lá no Brasil

Bem, de programas turísticos, a gente foi só ao Coliseu (que é LINDO), sassaricou por ali e outro dia foi ao Vaticano.

O Coliseu é bacana mesmo. JP tem uma quedinha por romanos malvadões (ele queria chamar o Lorenzo de Lorenzo Maximus…), então ele amou. Eu, como estava em Roma, mandei ver no batom vermelho e saí no frio (o frio deixa a cútis linda e branca e cãobina com o batom vermelho). Fiz a fina, posei pra foto, vi que quando a gente fica gorda, aumenta o número de covinhas na nossa cara (veja a foto!!! tem pelo menos duas em cada bochecha – uma perto da boca e outra na maçã, uma no queixo, e tá fazendo uma na testa praticamente). uma alegria só. Fui na Fontana di Trevi, andei na PIazza Navona, entrei na Prada e quase comprei uma bolsa (operative word – QUASE), tomei drinque de bitter no cafezinho da esquina… parecia eu de novo. Não aquele ser infeliz que viveu no Japão.

Depois teve outro dia em que resolvemos ir ao Vaticano. Quartel general do hômi. Lá fomos nós olhar vários pipis de obras de arte mutilados por papas malucos, andar milhares de quilômetros pra chegar na Capela Sistina, mas o que eu mais gostei foi de dois chinesinhos andando na praça. JP me dizia que eu tava lá porque eu preciso me apegar à religião e eu dizia: Sei, sei… (mentira. é só pra fazer contexto pra foto)

O Vaticano é bacana, os guardas parecem uns bobos… mas estupenda mesmo é a escada do museu do Vaticano… Infelizmente a bateria da minha câmera tinha ido pra cucuia, senão eu ficaria horas tirando fotos psicodélicas de lá. Mas JP tirou e eu coloco uma foto dele.

Mas em suma, Roma foi ótima. JP e eu combinamos de comprar uma Vespa e jurar que a gente é italiano. Tomara que ninguém roube a Vespa da gente pra lembrar de onde viemos…

Budapéxte, caba macho!

Depois da Turquia, fomos para a Hungria. Adorei chegar e ouvir o povo dizendo Budapéxt, em vez de BudapeSte. Fiz inúmeras piadas sem graça e trocadilhos nordestinos, como esse que você vê acima, amigo. É, todos temos a nossa cruzinha pra carregar. Você que lê e JP que me vê rir que nem criança das minhas piadas infames.

Bem, já de cara vou contando que não amei a cidade. Como aula de história, é bacana… você vê toda a aura do império socialista, mas hoje a coisa anda meio caída. Tudo meio decadente. Ah, a gente ficou em Peste. Dizem que buda é melhor. Por isso brasileiro gosta de buda – HAHAHAHAHA – vejam como JP sofre. Isso somado ao fato que eles parecem meio cariocas (tentando sempre tirar uma vantagenzinha) – e nem vem dar bronca porque eu escuto quita quando nego tira sarro de mim por ser paulista. Mas tudo bem… Agora o Rio vai ser sede da Copa e das Olimpíadas, então vai que tirar vantagem vira moda… a gente não pode nem falar mal.

Bem, como esses lugares muito imperiais, tudo em Budapeste é grande. Você demora 10 minutos pra atravessar uma praça, 10 pra atravessar um pátio de igreja e por aí vai. Tem que gostar de andar. E a menos 1 grau, tem que gostar mais ainda. Mas a gente gosta, amigos. Então andamos MUITO. Mas muito mesmo… fomos à beira do Danúbio, congelado, sujo… andamos por milhares de ruas vazias e ficamos com medo de as pessoas mal encaradas baterem a nossa carteira. Demos balão nas pessoas entrando nos lojinhas, e por aí vai.

Pela manhã fomos a uma praça onde havia uma solenidade de algum tipo (militar). Ficamos por ali, vimos os guardinhas trocando de lugar, marchando pra cá e pra lá, mas a verdade é que não havia vivalma pra podermos perguntar o que estava rolando. Pelo menos ninguém atirou na gente.

Nessa mesma praça têm umas estátuas lindas, como essa da foto. Coisas bonitas de pessoas ortodoxas.

Outra coisa bacana que vimos foi o museu do terror. O prédio é genial e esse recorte fica escrito na calçada conforme incide a luz do sol.