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Hein? 2010? Já?

Bem, voltei de Praga no meio de dezembro, me roubaram uma mala com todos os meus presentes de natal E A MINHA BOLSA DA MIUMIU DENTRO, me estressei,  chorei (a bolsa era linda e era o meu xodó), sentei e enxuguei as lágrimas, nem desarrumei as malas, já arrumei de novo e fui pra Brasília, passei uma semana e meia jurando que ia ver os amigos e fazer mil coisas, mas só fiquei com os meus sobrinhos e fiz comida, tomei mais sol do que devia (sempre me acho mais bonita menos queimada), enfim, fiz coisas de fim de ano.

E agora que venha 2010. Já estoquei umas calorias no Natal e estou pronta para o full throttle.

Ah! E já escolhi uma bolsa nova da Miumiu que vai ser minha no mês que vem.  Há!

Carmen – au secours!

Esses dias eu estava passando perto do Teatro Nacional aqui de praga (Narodni Divadló, nas fotos) e resolvi dar um pulo na bilheteria, porque nunca sabemos o que podemos encontrar.

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planeta

Eis que achei ingressos pra Falstaff, o quebra-nozes (porque é Natal) e… Carmen! Eu tinha procurado pra comprar na internet e não tinha achado nada interessante. Cheguei lá, a moça me disse que tinha 3 ingressos disponíveis. Escolhi o melhor e mandei ver.

No dia seguinte, lá fui eu felizinha ver a cigana. O teatro é uma belezinha por dentro, pequeno, mas aconchegante.

Eu tinha comprado um lugar em um camarote, porque não tinha mais platéia. Cheguei no bendito, dei boa noite pro povo em tcheco (porque eu já falei que as 12 palavras que eu sei em tcheco me levam muito longe) e me sentei. Eu cantei Carmen nos idos tempos de vovó menininha, em uma outra vida, em Brasília. E depois armazenei isso no HD (externo). E nunca mais.

Quando a cortina se abriu, fiquei meio decepcionada. A produção tentou dar uma modernizada na coisa, mas eu não curti. Todo o figurino era branco, preto ou vermelho, mas sabe aquelas coisas que você olha e sabe que isso já foi feito milhares de vezes por milhões de pessoas que se achavam suuuuper criativas? Pois é.  Um único cenário, figurino pobre, uns caras vestidos de mulher, bailarinos ruins… socorro.

Daqui a pouco entra a Carmen.  Cabelo pela altura dos ombros, pequena, voz ok, e magra. Magra é bondade minha. SECA! E forte. Tipo a Carmen depois de um super bootcamp de pilates. Gente, é a Carmen. Eu sei que eu vi Celine Imbert fazer Carmen de cabelo curto, mas ali era Celine Imbert.  Não uma tiazinha seca que nem um graveto querendo fazer a gostosona… sei lá, posso ser eu a maluca, mas não gostei.

Daqui a pouco entra Micaela. Na ópera, Micaela é uma menina angelical, loura, apaixonadinha por Don José (que  não importa a montagem, nunca dá muito certo). Me entra no palco uma tia de uns 45 anos, gorda, peituda, com uma roupa azul (porque eles mencionam a roupa azul na música, então não dava pra ser branca, vermelha ou preta) e eu quase engasguei. Senhor… a coisa não podia ficar pior. Mas aí ela abriu a boca. E eu calei a minha. Uma voz linda, doce, voz de Micaela, sem aquelas forçadas horrorosas que a gente vê por aí. E eu chorei (pela primeira vez, porque chorei de novo quando ela cantou a ária da carta. E de novo quando Don José implora a Carmen por seu amor – e já tô com nó na garganta outra vez).

Resumo da ópera (tururum-psss!): foi muito bacana, mas era melhor fechar os olhos…

O melhor foi conhecer o Schirmann. Estava eu sentada no meu camarotinho e tinha um cara sentado atrás de mim. Eu presumi inicialmente que ele era amigos do casal tcheco sentado ao meu lado. Lá pelas tantas, ele esbarrou em mim e disse Sorry. Bem, amigo dos tchecos não era. No intervalo, eu perguntei se ele sabia quanto tempo levaria. Ele respondeu e eu perguntei de onde ele era. E veio a resposta mágica – From Brazil!, comprovando a teoria de que os japoneses que se cuidem, porque nos tornaremos os turistas oficiais!

Começamos a conversar, ele mora em Dublin e estava aqui passando uns dias… ficando em um albergue no centro, blablabla… e ficamos amigos de viagem, que são aquelas pessoas bacanas que você conhece, e elas são parte da sua vida por alguns dias, e depois vai cada um pro seu lado. Saímos do teatro, ele perguntou se eu sabia aonde ir e eu o trouxe ao meu restaurante (sim, porque eu já adotei um restaurantinho do coração – uma pizzaria pertinho do meu hotel que tem um spaghetti alho peperoncino que é de comer de joelhos).  Comemos uma pizza e tomamos cervejas e sassaricamos por Praga pelos próximos 3 dias, quando ele teve de voltar a Dublin e eu ao trabalho.

We will rock you

Eu estou em uma fase rock and roll.  Posso atribuir isso à moda dos anos 80 que está de volta, ao fato de eu estar com saudade do JP, meu namorado R&R, a qualquer coisa. Só sei que ontem comprei uma jaqueta perfecto e uma calça jeans apertada na canela, que somados aos braceletes lindos e à bota de camurça do Jimmy Choo de outro dia, fazem um belo conjunto.

E hoje me deparo com a Absolut Rock Edition. Linda, envolta em couro e com tachinhas…

Preciso de uma senão eu vou morrer.

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Jisuis

…e eu acabo de constatar que eu realmente preciso de óculos. Tava tudo meio embaçadinho, aí eu culpei ter acordado de madrugada (porque aqui não amanhece antes das sete e meia), culpei o lap, culpei tudo… menos a idade, amigos.

Praga – informações úteis

Estou aqui no escritório, esperando enquanto os portais são atualizados, então resolvi fazer um post mais educativo,com algumas informações importantes sobre Praga.

País: República Tcheca

Moeda: Coroa tcheca (CZK) – taxa de câmbio em relação ao real (BRL) em Nov-09: mais ou menos 0.10, ou seja, 10 coroas equivalem a um real.

Idioma: tcheco – comece a rezar desde já, porque é difícil entender. E pronunciar. Mas quase todo mundo entende um pouco de inglês. O suficiente pra pedir e pagar…

Frases úteis (escritas como são lidas em português):

Prossim – por favor

Rrozumíte anglítski? – você entende inglês?

Nerozumim tcheski – eu não entendo tcheco

Dobrí den – Bom dia (pode ser usado sempre, como um oi)

Hiekúi (com o h do hi do inglês) – Obrigado(a)

Nas-hle – Tchau (eles tb usam tchau pra oi e pra tchau como os italianos)

Proporções

Praga é uma cidade razoavelmente pequena, especialmente se levarmos em conta as áreas mais “turísticas”, que são Stare Mesto (A cidade velha – diga miesto) e Mala Strana (onde fica o castelo). Aqui também é aquela coisa: a cidade velha é beeeeeeem velha (começou no século décimo como um local de comércio) e a cidade nova (Nove Mesto) é uma mocinha… do século quatorze.  Dá para andar, mas leva tempo.

As áreas mais turísticas da cidade estão próximas do rio, com Mala Strana e o castelo de um lado e Nove Mesto e Stare Mesto do outro.

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Transporte

A rede de transporte público é muito boa. Você pode tomar o metrô ou o bonde (adoooro o bonde), comprando os tickets (que custam 18Kc – válidos meia hora) em lugares que se chamam Trafika – o Tabac francês.  Os táxis são caros e se vc precisar pegar um, ligue para um rádio táxi, porque os taxistas aqui são um problema e adoram passar a perna na galera. A bandeirada começa em 40kc, e sao 60kc a cada km, acho… ou pode ser o contrario.

Chegando no aeroporto, você tem algumas opções para vir para a cidade, que fica a uns 40 min. de distância (20 min aos domingos). Os táxis custam em média 600Kc (eu prefiro pegar taxi porque tem que carregar mala, normalmente vc está cansado, nao sabe exatamente onde fica o hotel, etc…), mas existem micro-ônibus (que custam 400 – melhor pegar o taxi) ou o transporte publico normal. Acho que vc tem que pegar o onibus 169 e depois vir ate o metrô.

Hotéis

Os hotéis aqui são baratos no geral. Fiquei em dois. pravocê entender, eu nunca gosto de ficar em hotéis Um é o Best Western Hotel Pav, um 3 estrelas bem honesto e limpo em Nove Mesto (paguei uns 60-70 USD por dia – menos que o Ibis em Sampa ) e o outro é o Hotel Florenc, que é muito mais próximo do escritório (mas mais longe ainda dos pontos turísticos) e metade do preço (coisa de 50 e poucos reais por noite), mas a internet só funciona quando os funcionários querem e a cama é dura e te dá uma dor nas costas pela semana inteira. Então decidi voltar pro BW semana que vem. Quando vc tem que trabalhar e manter um nível saudável de geração de receita, não dá pra economizar em cama dura e internet que não funciona.

Uma coisa importante de se notar é que tem muita gente que vem fazer festa e passar o fim de semana aqui, então o hotel praticamente dobra de preço na noite de sábado pra domingo.  Não tem jeito.

Comer e beber

Eu ainda vou escrever posts específicos sobre isso, mas a comida e a bebida aqui são óóótemas. Primeiro que tem cerveja pra tudo quanto é gosto.  Eles têm muitas cervejarias locais e você nem sabe por onde começar. Eu tomei várias boas. Depois eu tomo de novo e escrevo os nomes. Cerveja é pivo. Chegou, pede uma pivo e manda ver. os copos normalmente são grandes, de 400-500ml, então pra pegar um copo pequeno, peça mali pivo – aí vão ser 300ml.

A comida e a bebida têm preços variados. Se você estiver em um dos locais mais turísticos, a coisa sai mais cara. Uma cerveja a 2-3 euros… Agora nos bairros mais tchecos mesmo, a coisa fica baratinha. eu tenho jantado a 20-30 reau por cabeça com um monte de cerveja… o que é bem barato pra Sampa.

Eu normalmente não dou mais que 10% de gorjeta e por aqui é ok.

Libera o comentário aí, tia!

Pessoas do meu coração,  agora vocês podem voltar a fazer comentários aqui no brógui porque eu liberei geral. Na verdade, tivemos de migrar para uma versão mais nova do Wordpress e por padrão ela só permite que usuários conectados ao WP façam comentários. Como eu sou uma pessoinha aquariana, que acha que todo mundo deve ter acesso a tudo, liberei, certo?

Agora é só clicar em No Comments ou em Comments (eu sei, depois traduzo esse link tb) e deixar as suas impressões sobre as minhas aventuras.

Beijos

Ki

Na sauna (?!?!)

Resolvi já começar o post sem mistério, para atrair mais leitores para ele.  Sim, todo mundo tem uma curiosidadezinha sobre essas coisas tão pouco brasileiras que existem aqui nas bandas eslavas do mundo.

Três dias atrás, eu estava conversando com uma amiga e ela mencionou que perto do nosso hotel havia uma sauna e que ela estava pensando em ir. Perguntei sobre o nível da bendita, porque cuidado não faz mal a ninguém (já tendo pensamentos extremos sobre bacanais e afins – ou pior – sobre milhares de velhinhos colocando o reumatismo de molho na sauninha e aquilo virando uma grande sopa de reumatismo). Ela me afirmou que o lugar era bacana, dentro de um hotel, e que tinha dois lados: uma sauna só feminina e uma mista.  AHHHH, muleque! Eu vou lá ver. A gente só vive uma vez.

Ontem eu acordei e estava com a impressão de que uma dorzinha de garganta estava se desenvolvendo.  Me cuidei bonitinha, tomei a minha vitamina C (eu sei que só é preventivo, mas não custa), vim trabalhar e no fim da noite, ela veio com seus olhinhos chineses e esperançosos ver se tinha angariado mais alguém para acompanhá-la na aventura… (porque eu concordo que é meio deprê ir sozinha). No fim das contas, convencemos também a coreana.

Saímos do escritório e fomos jantar. Aí resolvi tomar a tão famosa sopa de alho daqui. Pra ficar mais fácil de entender, ela parece uma sopa de cebola francesa quando vc olha pra ela, mas com uns oreganinhos em cima e uns croutons afogados com uns pedacinhos de queijo. Mas é essencialmente um caldo. Entretanto, quando o caldo está ficando pronto, você joga UM MONTE de alho cru picadinho (não pode cozinhar muito porque senão o alho fica amargo) e então se desliga o fogo. Amigos, a sopa é uma delícia. Se vc gosta de alho, como eu, os seus olhos vão brilhar quando você sentir aquele cheiro maravilhoso do alhinho amigo na sopa quentinha…. hmmmm (aliás, tudo aqui é cheio de alho – mamãe, eu te amo).

Tomamos a sopa, dividi uma salada com as amiguinhas e depois saímos do restaurante pra ir pra sauna. Chegando lá, era um tipo de um complexo aquático em um hotel (com uma piscina olímpica coberta) e a sauna. Pagamos pela sauna e recebemos um lençolzinho e um cadeado com uma chave cada uma. Eu, a coreana e a chinesa. Aí fomos pro vestiário, tiramos a roupa, nos enrolamos no lençolzinho (pra elas eraum lençolzão) e lá vamos nós.

Aí começam as surpresas. 1) pra chegar na sauna, vc tem que atravessar a área da piscina inteira. As pessoas todas nadandinho e você lá, pelada, atravessando enrolada no lençol. Talk about exposure.  Aí fomos primeiro na sauna mista… Andamos por lá, passamos as saunas secas, com as pessoas sentadas com TUDO à mostra e achamos que era muito hardcore. Entramos na sauna a vapor, que estava vazia, e ficamos felizinhas. Batemos papo, falamos da vida… depois de uns 10 minutos, entram dois caras NUS. Tipo peladões do primeiro andar. E eu não estou nem aí se vc acha que eu sou uma criança que nunca viu um homem pelado na vida. Eu só vi homem pelado com propósitos específicos. Na hora do vamos ver, vc nem lembra do fator pelado. Mas divago. Os caras começaram a conversar conosco e foi bacana, mas daqui a pouco estavam as três esbaforidas, quase morrendo do coração por causa do calor. Então resolvemos sair e ir pra sauna feminina. Toca sair pela porta da área mista, atravessar a piscina de novo e entrar do outro lado (uma das chaves do chaveiro abria exatamente a porta da área feminina). Entramos e vimos que só tinha sauna seca. Detalhe: com TROCENTAS MULHERES PELADAS DENTRO. Não dava nem pra sentar. Viramos as costas e voltamos pra área mista.  Entramos na sauna seca, mas era seca demais, clara demais, com pessoas peladas demais e a gente tava se sentindo esquisita com os nossos lençiozinhos enrolados. Ficamos lá até sentir calor  (60 segundos) e saímos. Fomos pra piscininha gelada ali do lado. Coloquei o pé na água e decidi que eu não queria ter uma parada respiratória naquele dia, então passei. A coreana mandou ver e entrou… e quase morreu. E saiu. Ficamos conversando por ali um bom tempo e depois voltamos pra sauna úmida, voltamos pra piscininha e pasamos a próxima hora indo de um lado pro outro.

Eu tenho de conferssar que nunca tinha visto tantos pipis na vida. Tinha de todos os modelos. Tchecos, russos, asiáticos… Realmente é curioso. A gente disfarça, mas é impossível não olhar… E era cheio de gente jovem. 25-45 anos… uma beleza. Nada de sopa de reumatismo. Lógico que nós meninas trocamos figurinhas, falamos sobre como a água gelada afeta a anatomia alheia… e morremos de rir.

Na hora de ir embora, esquecemos de um pequeno detalhe. Tínhamos de nos enrolar no lençcolzinho branco de novo e atravessar a área da piscina olímpica… Mas aí o diabo estava encharcado e a gente fez tipo a vinheta da garota internacional molhada. Era tipo um grande peçado de Contact translúcido. Não tinha como desgrudar o lençol de nós. Mais uma lição de humildade.

Depois tomamos água, voltamos bonitinhas pro hotel e dormimos com os anjos.

P.S. Hoje (dia seguinte), eu acordei meio jururu, meio febril. Espero que Nossa Senhora das Moças Virgens não tenha feito eu pegar um microorganismo pra que eu me arrependa dessa curiosidade que ainda vai me matar. Já tomei um anti-whatever pra ver se eu melhoro.

Que orgúio!

Gente, eu estou sem internet, entao por isso não tenho postado muito por aqui. Na semana passada fui pra Londra, passei vários dias com a Ana e o Gerry e foi divertidíssimo. Já voltei pra Praga e estou aqui, internetless e inconsolável. Entretanto, ontem fiquei sabendo de algo que me deixou super orgulhosa. JP enviou uma foto pra um concurso na Nike e foi selecionado como finalista! Parabéns, dear. Você merece tudo isso e muito mais.

Presente de tcheco

Tem dias em que a gente perde a vontade de ter fé nos outros…. (veja bem, eu digo fé porque confiança é outra coisa). Com a novela toda a mala, da roupa, da boca, eu tava meio cansada, tanto que não escrevi nos últimos dias… aí aconteceram duas coisas que mostram que existe a lei da compensação: a história do bonde e a do balão.

1) O bonde.

Aqui em Praga existem bondes. Sim, bondes. Eles são uma versão charmosa dos nossos tróleibus (ai, que palavra linda) e estão pela cidade toda. Mas é uma coisa funcional, não só decorativa. Eu já tinha visto, achado uma belezinha e prometido que daria uma volta logo.

Terça-feira saí do escritório mais cedo porque eles ainda precisavam rodar um build qualquer e eu não tinha mais o que fazer (lá, porque no hotel eu tinha mooooito trabalho me esperando),  e resolvi pegar um bonde pra voltar pra casa (sim, eu  escrevo isso e me sinto nos anos 30). Fui até a trafika (que não vem de tráfico, mas sim de tráfego) e comprei vários bilhetes do transporte público (que funcionam tanto para bonde quanto para metrô).  Perguntei qual bonde chegava no meu hotel e fui toda faceira para o ponto. Chegando lá, utilizei toda a minha experiência em viagens pelo mundopara aprender como fazer – FIQUE PRESTANDO ATENÇÃO NO QUE O POVO FAZ E FAÇA IGUAL – e subi pela porta em que todo mundo entrou, de bilhetinho na mão. Dentro do bonde tinha mais gente com o bilhetinho na mão, todos quietinhos. Ok, se eles não se mexem, eu não me mexo. Andei, andei… cheguei no ponto desejado, ninguém fez nada, eu tb não. Depois perguntei prs minha coleguinha holandesa e ela me disse que eu tinha que ter colocado o meu bilhete em um tal slot de uma caixinha (que eu achei que era o botão que vc tem que apertar pra descer do bonde) e eu tipo DEI BALÃO NO PAGAMENTO DO TRANSPORTE PÚBLICO ALHEIO. Perguntei então por que diabos ninguém colocou o bilhetinho lá enquanto eu tava olhando e ela disse: “ah, todo mundo tem passe. Eu ia me sentir bem idiota de ficar com o bilhete no slot que nem um turista”. Adoro sinceridade. Valeu, Mathilda.

Eis que desci do bonde e comecei a tentar me achar. Mas é difícil se achar em ruas que são todas iguais e projetadas em 1300DC (é, e eu estou no bairro NOVO). Eis que tomei o bonde pra chegar mais cedo, me perdi e demorei os meus 50 minutos pra chegar no hotel. Mas isso não é o que importa. O que realmente importa é que no meio da andança, eu cheguei a um prédio enorme que dizia: Narodni divadló. Vc sabe o que é? Nem eu. Mas  tinha um pr[edio enorme, de quase um quarteirão e eu decidi ver o que era, porque era um bom ponto de referência e porque eu sou xeretinha da estrela.

Quando eu chego lá, era simprismentchi a ÓPERA, amigos… Na verdade, é o teatro nacional ou algo que o valha…. mas tem ópera todo dia. TO-DO DI-A. Pera, pera…. TO-DO DI-A.  Aaaaeeeee!!!! Fiz dancinhas mentais múltiplas depois de enrtar na bilheteria e ver que os ingressos cabiam no meu bolso e já estou programando o meu mês, com direito a balé do quebra nozes em dezembro… hihihihi.

 

2) O balão

Ontem acordei cedo pra trabalhar e ainda estava de noite. Aí começou a amanhecer e eu fui abrir a cortina. Quando eu abro a bicha, tinha um balão. Um balão desses de ar, lindo… publicitário, mas quem se impoota? Eu sou a menina que persegue o dirigível da Goodyear pelo trânsito de São Paulo, amigos. Olhei pro balão, pro dia amanhecendo, pros pássaros voando… e fiquei rindinho… e olhando, boba. Depois de uns  40 segundos, pensei: Meu Deus! Vou tirar uma foto!!!!! E peguei a máquina, mas o balão já estava meio alto. E como diz a minha sábia terapeuta, pra que aprisionar o momento? Em vez de tentar ficar tirando outra, larguei  a máquina de lado e continuei olhando ele lá, lindo, quietinho, subindo pelo céu da manhã.

Viu? Presente de tcheco é diferente de presente de grego.

Eu ganho pouco, mas me divirto

Gente, hoje eu não tenho que ir pro escritório. Mas tenho que dar o maior couro da minha vida pra entregar dois projetos esse fim de semana. Entretanto, é CLARO que abriu o maior sol e Praga está resplandescente sob ele.

Eu já acordei meio resmungando… porque ontem fui beber com os coleguinhas (e comi uma entrada, tomei duas cervejas grandes – 400ml e duas pequenas – e paguei 15 reau! ), mas cheguei no hotel, não tirei a maquiagem e dormi. Acordei que nem um guaxinim (foi o rímel), resmunguei algo, entrei no chuveiro, saí, percebi que tinha deixado o meu mouse na empresa, tomei café correndo, liguei na empresa, saí, peguei o metrô, voltei, coloquei crédito no celular, (que aliás é 00420608374650, se alguém quiser ligar)… e cheguei de novo pra trabalhar…

 

Estou eu aqui cronometrando o tempo levado nos relatórios, quando chega um email do João – Assunto: A gente tá com saudade.

Quando eu abro o email, encontro isso… (detalhe da cara do Pepê) –uhauhauhauhauhuahua!!!!

Belezinhas… também estou com saudades.