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Amsterdã - Sistema avançado de mudança

Gente, quase esqueci de contar. Em Amsterdã, as pessoas moram em predinhos beeeeeem velhinhos e içam suas mudanças por uns ganchos que JÁ ESTÃO PRESOS NA ESTRUTURA DOS PREDINHOS. Assim não tem desculpa. E na terra do faça você mesmo, ter um gancho pra poder içar o seu amado sofá faz uma baita diferença.

Beza Tau

Amsterdã

Amsterdam

Bem, saímos de Mainz e fomos de carro pra Amsterdã. A cidade é linda e tem aquele ar de cidade pequena, com várias lojinhas interessantes. Fomos até a frente do museu de Anne Frank, mas não entramos. Por quê? Fica um ano na estrada você também que você vai entender.

Canal

Nessa altura, já estou contando tudo do Brasil, já viajei de novo e voltei, então as lembranças estão mais distantes. Sei que entramos em uma loka de design e compramos várias coisas lindas da Marimekko, que é uma empresa finlandesa (acho) de design especializada em estampas. Tudo muito bonito a preços e bananas lá na finlândia (ou seja, caro pra dedéu). Mas como diz a minha mãe, mais vale um gosto que dinheiro no bolso. Achei também versões mudérnas daqueles pratinhos de canapés que a vovó usava e enfiei tudo na mala. Amsterdã rendeu boas risadas e histórias mirabolantes.

Boom

Vimos também uns prédios com uns grafites muito bacanas e fomos ao Van Gogh museum em um fim de tarde. Perto de lá tem uma praça com uma escultura gigante que diz I AMsterdam. EU, como menina das palavras, fui lá, tirei foto com JP e fiz uma piada interna na minha cabeça com we are x i am. NA MINHA CABEÇA!!!! Nessa cabecinha maluca cheia de discussão mental que eu tenho. Então se vc nao entendeu a piada, ou achou que não tem nada a ver, ok. Sem xabu.

We are

Dói, tchê!

Mainz

Depois de Paris, fomos até a Alemanha. Nessa semana de maratona, a gente normalmente ficava nas cidades até de noitinha, depois pegávamos o carro e eu dirigia até o próximo ponto.

Fizemos o mesmo ao sair de Paris, rumo à Alemanha. Inicialmente tinha pensado em ir até Frankfurt, mas achamos um hotel em Mainz pra dormir e depois de lermos um pouco sobre a cidade, decidimos ficar lá. Cidade grande é sempre parecida. Belezinha mesmo são as cidadezinhas miúdas, cheias de história, ruas medievais… e de quebra vimos o museu do Gutemberg.

Gutemberg

Quando chegamos à Alemanha, fazia a bagatela de menos 9 graus Celsius. Olha, vou te contar que depois de um grau, o frio é igual. Te dói a cara do mesmo jeito. Chegamos à noite e percebemos que os laptops não encaixavam nos plugues das tomadas. É CLARO que nesse dia tinha deadline, ou seja, toca eu e o carcaju sairmos à noite pra procurar um adaptador.

Gente, quando vivemos muito tempo em grandes metrópoles, perdemos a noção de como a coisa funciona em cidade pequena. Foi como um dia nos EUA em que decidimos sair pra jantar às 10 e meia da noite e não tinha NENHUM restaurante aberto. Fomos a um drive thru e os caras apagaram a luz na nossa cara antes de a gente pedir! Aí toca achar um Applebees a trocentos quilômetros e ir comer porcaria. Ew.

Bem, só sei que rodamos a cidade inteira (foi aí que decidimos ficar, porque mesmo com tudo fechado e sob chuva, a cidade era uma graça) e fomos parar em uma loja de conveniência pra ver se alguém podia nos ajudar. Eu estudei alemão quando tinha tipo 15 anos. Meu, faz tempo que eu tinha 15 anos. Fiz umas aulinhas de mp3 pra ajudar a lembrar, mas estava contando com a habilidade de nossos amigos conseguirem falar inglês pra eu não ter que gastar as duas frases que eu lembrava.

Cheguei no mocinho do balcão e perguntei se ele falava inglês. Não. Ai, meu Jesus Cristinho, me ajuda. Respirei fundo e comecei.

O que eu queria dizer era: “Preciso comprar um adaptador de conversão de tomada pra tomada americana, Você sabe onde eu posso encontrar uma loja aberta a essa hora?”

O que saiu foi: “Eu procuro uma adaptador do eletricidade, pro parede, pra computadora. Comprar onde noite agora?”

O mocinho aparentemente entendeu tudo e me disse que àquela hora eu não conseguiria, mas amanhã, era só pegar a estrada que tinha uma loja logo à direita depois da entrada da cidade que tinha.

Primeira constatação: CARAMBA, EU AINDA ENTENDO ALEMÃO!

Segunda constatação: João Paulo me ama! Vocês precisavam ver a cara dele, empolgado, de olho arregalado, entrando no carro comigo, que nem criança, dizendo: Gata, que linda! Você fala alemão mesmo! Foi lindo! Fiquei torcendo por você.

Tenho que rir pra não chorar.

Mainz

No dia seguinte, após jogar o caô no cliente e pedir mais 12 horas pra entrega do trabalho, saímos, encontramos o bendito adaptador, fizemos tudo, depois fomos até a cidade passear. Nessa altura, a gente já conhecia a cidade, porque tinha rodado tudo às 11 da noite anterior. Um frio do capeta, mas ruas lindas, todas de pedra, o museu do Gutemberg, lojinhas, pessoas que não têm medo do frio vendendo queijos artesanais, vinhos… e a fome começou a apertar.

Museu Gutemberg

Olhamos para o relógio e já eram quase 4 da tarde. Pra quem acordou às 7 com um bolo no estômago porque tinha que pedir mais prazo pra uma coisa ridícula que tava feita desde ontem, eu já tava com uma baita fome. No caminho de ida, eu tinha visto um restaurantinho com cara de comida lá de casa e convenci todo mundo a andar até lá.

Chegando, encontramos um restaurante estilo uma taverninha mais bonita, com vitrais e móveis de madeira escura, cardápio do dia e variações deliciosas a preços módicos. Começamos tomando umas cervejas e pedimos os pratos. Eu pedi um goulash com spätzle, Patrícia pediu um frango com croquetes de batata e molho de cogumelos e JP pediu um joelho de porco com batata e sauerkraut. Quando os pratos chegaram, eu quase chorei de alegria. Tudo fresco, cheiroso, feito em casa… uma delícia. Até tirei foto, coisa que não fazia há muito tempo, e divido com vocês.

Goulash com SpätzleJoelho de Porco com Batatas e SauerkrautFrango com Croquetes de Batata e Molho de Cogumelos

Passeamos muito e saímos cedo para chegar a Amsterdam tranquilamente, porque o tempo estava fechando.

Tarde

Ai, acho que alguma coisa que eu comi me fez mal…

Gárgula

Gárgula da Sacré-Coeur

Parri!

Parri

Paris. Sonho de consumo pra uns, um pouco menos pra outros, Paris é uma cidade que coloca alegria no meu coração, mas não me embevece. Adoro Paris, devo viver lá por algum tempo ainda, mas nunca vai ser a minha cidade do coração. No máximo pode se tornar uma de várias. E o problema é o parisiense. Mas divago.

Chegamos em Paris à noite (entendam por favor que noite no inverno na Europa é um conceito muito flexível). Enfim, devia ser umas 5 da tarde e estava tudo um breu. Como tínhamos vindo de Calais, já estávamos cansados, queríamos um banho quente (ou qualquer coisa quente naquela altura - até tapa na orelha tava servindo). Mas eu creio que chegar em Paris de carro e não ver a Torre, já que fica tudo pertinho porque a cidade é pequena, é um desperdício. Como Patrícia ainda não conhecia, mais um motivo para tentar embevecer um novo coração.

Chegamos e lá estava ela, linda, acesa, imponente. Graças a Deus logo que a gente chegou ainda não tava aquele carnaval que eles fazem com várias luzinhas piscando, aquele farol rodando… Ela estava quietinha, no frio, dourada pela luz.

Torre Eiffel

Notre Dame

Depois do primeiro dia, fizemos todas aquelas coisas gostosas: fomos até a Notre Dame, andamos pelas margens do Sena, passeamos no Quartier Latin, olharam pra Patrícia e começaram a falar: Yassaz, yassaz (olá em grego - se escreve diferente, mas soa assim), andamos muito, comemos, brincamos e depois resolvemos ir até Sacré-Coeur.

Sacré-coeur

Cara, quem já foi sabe que é uma ladeirada daquelas (a primeira foto do post eu tirei de lá de cima, pra vc ter uma idéia). A gente estava de carro, então conseguimos parar mais perto e não tivemos que subir os oitocentos milhões de degraus que levam à basílica. Agora, imagine andar os três quarteirões que andamos na subida, com o chão coberto de neve. É mais ou menos aquela sensação de lavar o chão de azulejo com sabão em pó, sabe? Então pense em três pessoas a menos três graus, todos encapotados, lavando um chão inclinado de ladeira com sabão em pó. Era a gente subindo as ruazinhas. Só faltava a trilha sonora do pica-pau fazendo arte.

No dia seguinte voltamos à torre, agora com sol. E eu coloco mais foto porque ela é linda mesmo. Depois fomos até a Printemps ver a liqui, porque eu não sou de ferro, mas os preços estavam altíssimos comparados a Londres, então a gente gasta em libra porque brima não tá assim com tanta bala na agulha.

Próxima parada: Alemanha.

Linda, linda!

Ai que vergonha do Vardi!

Já voltei ao Brasil. Pronto, falei, tô ótima. Sei que deixei o brógui de lado nesses tempos, mas a gente fez uma maratona pela Europa, depois foi a vários lugares que apresentavam desafios de comunicação (tipo Budapeste, Istambul), depois voltamos pra Londres pra passar mais frio e fomos sassaricar com a Ana Iaria e o Jerry e acabou que não escrevi.

Então vamos comibnar assim: você faz de conta que eu ainda estou lá e eu prometo contar tudo tintin pot tintitn.

Voltemos a Paris.

Londres (de novo)

Cartão postal

A Patrícia, tia do João, veio passar uma semana conosco na Europa. Como tínhamos tempo limitado e ela ainda não conhecia os lugares, revisitamos pontos turísticos de várias cidades bacanas, o que é sempre interessante, porque depois de um tempo, passamos a não nos impressionar mais com coisas conhecidas e passamos a meio que não valorizar essas coisas.

Um dos primeiros pontos a que fomos foi o parlamento e o Big Ben. Eu tinha me esquecido de como eu adoro o Big Ben. A sensação de sair da estação de metrô, olhar pra cima e ele estar lá, impávido, lindo, brilhando contra o céu azul, é revigorante. Eu fico que nem criança, dando pulinho, ansiosa, olhando pra cima, embevecida. JP ri e diz que eu adoro uma instituição.

Aeeeee

Andamos o dia todo embaixo de um frio de doer. Mas pelo menos a gente parecia super fina e quem vê as fotos jura que estava um solão.

Patricia e eu

Depois fomos à Torre de Londres e à ponte, passeamos, comemos, tiramos vááárias fotos. No fim da tarde, saímos da cidade e fomos até Dover para pegar a balsa até a França. Eu nunca tinha feito essa travessia por mar e adorei a balsa. Por 70 libras (ida e volta) vão você, o carro e quem mais couber, a balsa tem vários andares, com restaurantes, pubs, lojas… e um aviso de que carros ingleses devem utilizar uma plaquinha que diz GB (de Grã-Bretanha) colada na traseira, porque segundo o mocinho que me explicou, ESPECIALMENTE na França, eles enchem o saco se o carro não estiver identificado. Ok, ok. Lá fui eu comprar a plaquinha magnética e colar no carro. Agora estou liberada.

Esse prédio dos designer suecos que tme igual em Barcelona

Dormimos em Calais e a próxima parada é Paris.

Hythe

Fomos a Hythe, cidade próxima a Canterbury, a um hotel lindo e antigo em uma propriedade rural inglesa. Não tirei fotos do hotel em si (devia ter tirado), mas nos deram um upgrade pra uma suíte linda, com um nome de lorde na porta e tudo. E JP brincou de tirar foto enquanto eu me maquiava.

Houve vários momentos na minha vida em que eu queria ter dons artísticos pra poder retratar momentos cotidianos, mas mágicos. E eu amei as fotos e a luz e o momento, então aqui estão elas.

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Bath

Ah, Bath. Bath é provavelmente a cidade mais bonita da Inglaterra. Os prédios são todos construídos em um tipo de pedra amarelada, o que faz com que a cidade seja dourada sob a luz do sol. Tudo isso vem a um preço, claro. Bath é uma cidade bastante cara. Mas Bristol é pertinho… já viu o que Brima fez.

Bath tem esse nome porque era uma cidade balneário na época do Império Romano. A cidade tem águas termais e os banhos existem até hoje. Fomos a um banho romano que ainda está lá, mas não funciona mais. JP queria porque queria tomar banho, mas chegou em casa e descobriu que em 79 uma criança morreu devido a umas amebas do mal que viviam na água, o que fez com que os banhos fossem fechados (pra banho!!!). A visitação está aberta e vale a pena. Tudo bem que eles colocam umas pessoinhas vestidas de romanos sentadas por ali que são meio lame, mas o que vale é a intenção.

A abadia de Bath é outro item imperdível. A igreja é enorme, toda construída na bendita pedra. Hoje igreja anglicana, foi mosteiro de beneditinos no passado.

Uma coisa que me encanta na Inglaterra são as chaminés das casas. Essa coisa Mary Poppins é nostálgica (e eu tive várias conversas com o Juninho, meu irmão, sobre como a Mary Poppins era uma coisa linda quando éramos crianças e como quando a gente vê o filme quando adulto, vê que ela é meio lazarenta). Quando cheguei a Bath e fui pra beira do rio ver a paisagem, me deparei com essa cena e saí cantando: Chim, chimney, chim, chimney, chim, chim, chiree… risos.

Em Bath, sentada no parque

Bristol

Bristol foi uma cidade que adorei. Achei moderninha, bacana, interessante. Passamos lá a nossa noite de ano novo, jantamos em um restaurante bacananudo, tomamos vinho, chamapgne, dançamos. Foi genial. Entretanto, descobrimos depois que não tiramos praticamente nenhuma foto da cidade. Aqui peço desculpas, mas imagino que vocês entendam que depois de 9 meses na estrada, as cidades passam a ser mais parecidas e a minha paciência pra tirar foto de outro predinho, outro museu do whatever que a prefeitura colocou lá, diminui. Existem momentos nessa viagem em que queremos viver normalmente, fazer as coisas que todo mundo faz… ir ao shopping pra ver a liquidação, sair e jantar no restaurante da esquina, ficar o dia inteiro fazendo nada. Foi isso que fizemos em Bristol. E foi ótimo.

Pra não dizer que não temos fotos, JP tirou foto de mim com o meu novo casaco de princesa. Achei o casaco em uma Monsoon e me apaixonei instantaneamente. Tava na liqui, então comprei e aproveitei pra aposentar o outro casaco que eu tinha comprado e que era meu companheiro diário de aventuras. Ele protestou no primeiro dia, mas depois se acostumou à vida na mala e agora não reclama mais.

Eu e meu casaco novo